Jovens

Jovens que tentam mudar o mundo de várias maneiras...

No nosso dia a dia encontramos jovens e adolescentes que de diferentes maneiras tentam mudar o mundo e os outros. O que é que eles fazem?

Os adolescentes que tentam vingar nas artes e na música.

É o sonho de muitos jovens vingar na música e nas artes, e em Portugal não é nada fácil. Vamos ver alguns exemplos.

Como é ser vegan ou vegetariano? Cada vez mais pessoas alinham neste modo de vida mais saudável e sustentável.
 

Como é estudar fora do país? Como é ser imigrante e emigrante?

Cada vez mais estudantes portugueses decidem ir estudar para o estrangeiro. como se sentem? Para onde vão?

Como é ser imigrante ou emigrante?

Como é seguir desporto em Portugal...Sem ser  futebol?

Cada vez mais outros desportos sem ser o futebol estão a ficar mais famosos em Portugal. Vamos conhecer alguns estudantes que praticam outros desses desportos.

A política e os jovens.
Vamos ver como é vista a política pelos olhos dos jovens estudantes do século XXI.

Ser trabalhador jovem, como é?

Vamos conhecer alguns jovens que têm este papel na sociedade.

Youtubers...O novo emprego dos jovens.

Ser youtuber está na moda! Mas há cada vez mais jovens que o fazem como profissão. Vamos conhecer alguns!

Taizé... a opinião

 Taizé

Este ano fui a Taizé durante uma semana. Para quem não sabe o que é, Taizé é uma comunidade invulgar e multiconfessional em França que atrai jovens peregrinos para estudar o modo de vida cristão. Em Taizé vivemos uma vida muito simples, temos 3 orações por dia, reflexões bíblicas e grupos de reflexão, trabalhos/serviços como limpar casas de banho, recolher lixo, servir refeições, mas também convívio.
Resumindo, em Taizé aprende-se a viver em comunidade e a viver uma vida simples e pacata e acabas também por reconhecer as coisas boas que tens na vida e a encontrar a tua fé e talvez um caminho mais feliz na vida.

Vou publicar aqui alguns testemunhos de jovens que também foram nessa semana a Taizé, pois estiveram lá mais ou menos 2000 portugueses.

 

Pedro super feliz em Taizé
Pedro super feliz em Taizé

Pedro Maurício, 18 anos

Este foi o meu terceiro ano em Taizé, após a minha primeira ida decidi que iria sempre todos os anos, porque Taizé é inexplicável, a única maneira de saber o que é Taizé é experiênciando, com toda a simplicidade, convivência e clima de oração e introspecção, este local enche-nos a alma e dá-nos uma incomensurável paz de espírito. É um local em que fazemos muitos amigos, amigos para a vida toda, um local que nos ajuda a entender os outros e a encontramo-nos a nós mesmos.

Pedro

Matilde super feliz em Taizé
Matilde super feliz em Taizé

Matilde Pinho, 15 anos

Taizé não dá para expressar por palavra, é uma experiência que me ensina a ser uma pessoa melhor e que me fez refletir sobre tudo. Agora que fui uma vez ainda estou mais ansiosa para voltar é um sítio que me lembra o paraíso, uma aventura incrível e sem palavras para a descrever.

Matilde

Inês Santos, 16 anos

Taizé foi a melhor experiência da minha vida. Sem dúvida que mudou a minha forma de ver e viver no mundo de hoje. Taizé é inexplicável, Taizé sente-se.

Inês

TESTEMUNHOS

"Olá, sou a Mónica, tenho 16 anos e jogo hóquei em patins. Já pratico este desporto há quase 10 anos [...] "

Mónica Alho

desporto

"Olá, sou a Lara Martins e tenho 16 anos, nasci na Suiça e vivi na França até os meus 11 anos [...]"

Lara Martins 

experiência de vida

"Sou o João e estou aqui para falar sobre a minha experiência nos escuteiros[...]"

João Esteves 

escuteiros

"Olá, eu sou a Francisca Guimarães tenho 15 anos e pratico equitação [...] "

Francisca Guimarães

equitação

"Mesmo eventualmente tentando estudar à noite, tendo na mesma o salário mínimo, é muito difícil[...]"

Juliana Sucena

jovem trabalhadora

"Sempre pensei desta forma: vou comer carne até me conseguirem convencer que o contrário pode me trazer mais benefícios. "

Anastasiya Grachova

vegan ou vegetariano

"I'm from Afghanistan, and I'm living in Greece. I'm writing about my life so you will see how I passed my life. "

Ali Rezai

uma vida

Mónica Alho
Mónica Alho

Como é seguir desporto em Portugal... Sem ser futebol?

Mónica Alho

@monicaalho_01

Joga hóquei em patins, na posição de guarda-redes desde 2010. Começou a jogar no clube Bom Sucesso em Aveiro e desde 2017 joga no Clube Académico da Feira. Tem representado a seleção de Aveiro de hóquei em patins na sua competição.

Pedi à Mónica, para me falar sobre o desporto que pratica há muitos anos e aqui está a resposta dela.

"Olá, sou a Mónica, tenho 16 anos e jogo hóquei em patins. Já pratico este desporto há quase 10 anos, por isso considero uma grande responsabilidade levar muito a sério tudo o que envolve, treinos, jogos etc. Claro que seria mais fácil muitas vezes ter o fim de semana livre, poder sair com os meus amigos, família as coisas típicas da adolescência, mas não seria a mesma coisa, hóquei é o que respiro, e não queria ter outra vida sem ser esta.

Sendo uma rapariga a jogar um desporto com pouca visibilidade, torna-se difícil seguir este desporto quando se chega a uma certa idade, quando tinha 14 anos, tive de optar por jogar numa equipa sénior feminina e confesso que adoro, mas a competição e intensidade dos treinos são muito diferentes de quando jogava nos escalões jovens. Tive de optar por uma competição mais intensa, mas com essa decisão também acabei por ter uma vida muito mais intensa,  dias em que chego a casa e vou logo para os treinos, falta de tempo para a vida pessoal entre outras coisas, treino a uma hora de carro de Aveiro e apesar de ás vezes ser difícil ter de fazer essa viagem, compensa porque posso fazer o que gosto. 

Em Portugal, o Hóquei devia ser visto como um desporto com grande possibilidade, somos neste momento os melhores do mundo e temos um campeonato muito equilibrado. Tanto o hóquei feminino e masculino devia ser o mesmo valor.

Espero dar o exemplo aos outros jovens que querem seguir e fazer o que gostam, digo que só o céu é o limite, e que têm de lutar pelo que querem, porque nada lhes vai ser dado.

Obrigada pela oportunidade de falar sobre o que penso do hóquei, e poder mostrar que o futebol, não é o único desporto importante em Portugal."


Lara Martins na França
Lara Martins na França

Como é ser imigrante em Portugal?

Lara Martins

@lara_571

A Lara Martins é minha colega de turma desde o início do 10º ano. Achei que a experiência de vida dela era digna de ficar aqui registada, porque tal como ela, muitos outros jovens sofreram do mesmo, com a mudança de país e mudança de vida.

"Olá sou a Lara Martins e tenho 16 anos, nasci na Suiça e vivi na França até os meus 11 anos (eu morava na fronteira, morava na França mas os meus pais trabalhavam na Suiça ). Como a minha mãe nasceu em Portugal ela decidiu regressar ao seu país, e nós (eu e o meu irmão) tivemos de vir com ela. O meu pai ficou a trabalhar lá (na Suiça). Esta altura da minha vida foi muito difícil porque toda a minha família e amigos ficaram na França e eu sabia que ia ficar em portugal até acabar os meus estudos .Eu senti-me impotente e chorava todos os dias à noite. 

Cheguei no verão, antes das aulas começarem e para me integrar inscrevi-me num clube de voleil (era o clube da minha escola e eles estavam a procura de pessoas novas para fazerem mais uma equipa federada). Este clube foi muito importante para me integrar porque ao entrar lá, fiz imensas amizades. O meu problema não foi socializar com as pessoas mas sim o resto, porque eu nem sabia ler nem escrever em português e nos testes da escola não percebia nada. O tempo foi passando e as pessoas foram se afastando e achando menos piada à "nova francesa".  A nível de escola fui melhorando, e não foi aos poucos,porque em menos de 4 meses passei de pior da turma a uma das 3 melhores. Foi nesta altura que eu conheci a minha melhor amiga. Ela era de outra turma mas andava na mesma equipa que eu do volei e a seguir fizemos mais duas amizades juntas.

O tempo foi passando e passei para o 7° ano com excelentes notas. As turmas mudaram e fiquei com as minhas amigas . Do 7° para o 8° mudei para uma escola que ficava mais perto da minha casa (Mira) e a minha melhor amiga veio comigo . Lá continuei com boas notas e fiz muitos amigos.

Não me senti totalmente integrada nessa mudança de escola, pois após 1 ou 2 meses de eu chegar, os grupos da turma foram-se fechando e eu não consegui fazer mais amizades, apenas tinha a minha melhor amiga, só depois no 8° ano é que encontrei mais amigos e verdadeiros que mesmo que mudemos de escola a amizade não muda. E por isso e por outras coisas boas que me têm acontecido até hoje, estou muito feliz por a minha mãe de nos ter trazido para cá, porque agora sinto-me no meu lugar. 😊

Obrigada pela oportunidade de falar sobre a minha experiência de vida."


escuteiros
escuteiros

Jovens que tentam mudar o mundo de várias maneiras!

João Esteves 

@joao28esteves

Conheci o João na viagem que fiz à Turquia no ano de 2018, achei que a experiência dele nos escuteiros seria um bom assunto para falar aqui no blog. Espero que aproveitem este testemunho.

"O meu nome é João e estou aqui para falar sobre a minha experiência nos escuteiros.

O nosso calendário escutista é semelhante ao calendário escolar. Durante o ano, juntamos o grupo, todos os sábados para nos prepararmos para uma grande atividade para o final do ano escutista. Para isso fazemos venda de bolos, porta chaves etc para angariarmos dinheiro, e utilizamos esse dinheiro para fazer atividades de preparação ou para comprar material novo necessário ou até mesmo abater preços de atividades finais de ano. Estas atividades finais de ano, normalmente são os "Acareg" (acampamentos regionais de aveiro) ou "Acanac" (acampamento nacional) ou qualquer outra à escolha. Como são atividades de grande dimensão, exigem um esforço monetário e um esforço físico que trabalhamos durante o ano inteiro.

Ser escuteiro, não é só ir a estás atividades e divertirmo-nos, ser escuteiro é deixar o mundo um pouco melhor. Ser escuteiro é transmitir esses valores ao próximo, porque acreditamos que juntos conseguimos fazer a diferença. Eu entrei no "cne" há 5 anos e sinto que mudou muito em mim, desde a forma de pensar (para melhor), até a forma como encaro e reajo a certas situações."

Este é o testemunho do João acerca de como é fazer parte dos escuteiros e o que faz uma pessoa que pertence aos escuteiros.

Francisca Guimarães
Francisca Guimarães

Como é seguir desporto em Portugal... Sem ser futebol?

Francisca Guimarães

@_franciscaguimaraes_
A Francisca é minha colega de turma e minha amiga, achei que a perspetiva dela do deste desporto seria um bom artigo para colocar aqui. Espero que gostem!

Olá, eu sou a Francisca Guimarães tenho 15 anos e pratico equitação.

Comecei a interessar-me por este desporto desde muito nova, mas nunca foi algo que os meus pais me deixassem fazer. No final do ano passado voltei a pensar nesse mesmo assunto e decidi que pelo menos tinha de experimentar. Não foi fácil convencer os meus pais a deixarem-me praticar tanto, até precisei da ajuda de uma amiga da minha mãe (a quem eu agradeço imenso) para os convencer, por fim, os meus pais aceitaram e eu podia oficialmente procurar um centro hípico para ter aulas e praticar o desporto que eu à tanto sonhava. Por volta de Abril deste ano encontrei o centro hípico ideal e tive a minha primeira aula, acho que foi uma das melhores sensações de sempre, quando ando a cavalo parece que todas as minhas preocupações desaparecem e parece que tenho o mundo na palma da minha mão, é uma sensação de liberdade que só quem pratica vai conseguir compreender, faz hoje 4 meses que tomei uma das melhores decisões da minha vida. À medida que o tempo foi passando, fui aprofundando mais o assunto e percebi que é um desporto que requer muito mais cuidado e dedicação do que parece. Mas gostaria que a equitação fosse acessível para todos.

Quero agradecer à Joana Henriques por me ter dado esta oportunidade para falar um pouco sobre este desporto e como me faz sentir, convido também a todos os leitores a experimentar esta modalidade. 

Como é ser uma jovem trabalhadora?

Juliana Sucena

@juliannasucena

Aqui apresento uma entrevista que fiz com a minha amiga Juliana Sucena de 24 anos. Achei importante mostrar o testemunho dela sobre como é ser um jovem trabalhador em Portugal e abarcar com todas as dificuldades que vêm a seguir. Espero que gostem desta entrevista e que entendam o quão mau é um jovem não poder seguir os seus sonhos.

Como é ser uma jovem trabalhadora e como te sentes?

Para começar, sinto que, ao contrário da maioria dos jovens hoje em dia, não aproveitei a escola o suficiente e sinto a falta disso. Fui mais uma das que não queria ouvir a mãe quando dizia para aproveitar os meus dias de escola, pois seriam os melhores da minha vida.

Hoje, apercebo-me de que não aproveitei os melhores anos da minha vida como ela disse que ia acontecer.

Segundo, sinto que foi um erro entrar no mundo do trabalho tão cedo. Vejo muitos dos meus colegas de escola e familiares seguirem um caminho na universidade, e eu já presa a um trabalho, quando podia aproveitar um pouco mais a minha juventude aprendendo na escola e sabendo ainda o que são 2/3 meses de férias!

Tens tempo para fazer mais coisas sem ser trabalhar?

Acho que essa questão é muito relativa.

Para começar tudo depende do tipo de trabalho. Já tive um trabalho em que tinha algum tempo, já tive outro em que tinha bastante pois entrava bastante cedo, mas também saía bastante cedo, e agora, estou num onde sinto que não tenho tempo nenhum devido ao horário.

Para já, neste momento estou com um horário que parece que me ocupa o dia inteiro, depois, também trabalho fins de semana... Sinto que não tenho tido tempo para os amigos e familia, pois os horários não coincidem. É a coisa chata deste trabalho em que estou agora...

Consegues poupar dinheiro para eventualmente voltar aos estudos?

Infelizmente não tenho conseguido juntar dinheiro para continuar os estudos (que era algo que eu adorava fazer). Recebo o salário mínimo e tenho renda e despesas para pagar...mais o carro, que é das maiores despesas que tenho e que me leva grande parte do ordenado.

O facto de viver na aldeia também não é grande ajuda, pois fica longe dos centros de estudo.

Adorava poder seguir na universidade, mas para isso teria de trabalhar apenas em part time para ter tempo para os estudos, e é difícil com 300€ pagar propinas, renda, despesas, gasolina e seguros do carro...

Mesmo eventualmente tentando estudar a noite, tendo na mesma o salário mínimo, é muito difícil... Portugal infelizmente tem dos ordenados mais baixos, e em vez de uma pessoa viver está só a sobreviver.

De momento não consigo viver sozinha.

O salário não permite. A renda de uma casa ou apartamento neste momento é quase o ordenado inteiro, pelo que tenho dividido a renda com a minha mãe.

Sonho muito em ter o meu próprio cantinho e organizar as coisas apenas a minha maneira, mas para já é difícil.

O que fazes nos teus tempos livres?

Bom, para começar adoro videojogos! Tenho um irmão mais velho que fez questão de me colocar esse vício logo em criança.

Não gosto dos jogos que as crianças agora, (falando num modo geral), ou seja, fortnite, minecraft, league of legends...essas cenas. Sou mais fã de um bom RPG, ou jogos que me façam pensar, e principalmente jogos com história (alguns deles já me fizeram soltar uma lágrima no canto do olho).

Também já tive aulas de bateria durante uns 2 anos...mas infelizmente não tinha as melhores condições em casa para estudar (pois fazia imenso barulho e eu tenho vizinhos em cima) e apenas queria aprender para ser um hobbie. Ou seja nunca me dediquei a 100% ao instrumento e acabei por achar melhor parar de gastar dinheiro em aulas que certamente não me levariam a lado nenhum. Agora estou em aulas de canto que é algo que sempre quis melhorar. Desde pequena que canto muito e um dia gostava de levar isso mais a sério.

O meu estilo de música varia um bocado. Gosto de um bom metal, um bom rock, um "grungezito" e boa música dos anos 70/80... Já dei por mim a ouvir também ultimamente, música mais experimental.

Mas...em adolescente gostava imenso daquelas músicas de verão que passavam nas rádios (avicci, black eyed peas, David guetta e assim) e músicas para dançar (house talvez?) e volta e meia ouço para a nostalgia.

Confesso que a última vez que me deu a nostalgia, fui reviver o dia em que fui ao rock in rio ver os D'ZRT e a Miley Cyrus.


Anastasiya Grachova
Anastasiya Grachova

Como é ser vegan ou vegetariano?

Anastasiya Grachova

Este é a opinião da Anastasiya sobre o assunto vegan ou vegetariano.

Oiiiiiiiiii! Chamo me Anastasiya e já faz mais de três anos que decidi optar por um estilo de vida que não inclui carne na alimentação, tinha a idade da Joana, exatamente 16 anos quando decidi alterar a minha alimentação.

Sempre pensei desta forma: vou comer carne até me conseguirem convencer que o contrário pode me trazer mais benefícios.

Confesso que não foi de longe uma decisão fácil de aplicar e seguir em termos sociais, naquela altura estudava na Bairrada, uma zona onde a cultura e a tradição do leitão está muito assente nas mentes dos que lá crescem.

Faziam me muitas perguntas no inicio, - Mas isso não te faz mal? Olha que podes ficar doente!

Beyoncé, Ariana Grande, Natalie Portman, Olivia Wilde, Novak Djokovic - O tenista sérvio, que permaneceu no posto de número 1 do mundo por muitos anos, todos eles são pessoas inteligentes que certamente não iriam optar por este tipo de alimentação se lhes iria fazer mal, já para não falar dos bodybuilders como Brian Tyler, Nimai Delgado, Samantha Shorkey e muitos outros que optaram por uma dieta sem carne e laticínos o desporto requer muita energia e força para se fazer, isso significa que utilizam este estilo alimentar como fonte de forças para atingir o sucesso.

-Então e a proteína? Existem inúmeros estudos científicos que comprovam que a proteína animal pode ser substituída pela vegetal, é só uma questão de não ter preguiça em pesquisar. J

-E a minha pergunta favorita, então e só comes erva agora?

Seitan com molho de manga, pão de beterraba com black bean burger, Receita de Mac and Cheese (macarrão e queijo) vegan? E que tal um brownie sem um pingo de leite ou um gelado de banana com pedacinhos de chocolate negro e com topping de chocolate? Já para não falar dos smothies e dos vegan bowls, com comida até dizer chega ... Hoje em dia felizmente há cada vez mais opções deliciosas que não incluem carne.

A verdade é que nos devemos auto analisar primeiro, é importante entender para que é que queremos alterar a alimentação se tal desejo surgiu. Seria correto ao longo do tempo fazer analises do sangue, olhar para o corpo, unhas e pele ir deixando aos poucos, primeiro carne, depois peixe e só depois laticínios ... É uma questão de estarmos atentos às reações do corpo.

Se uma pessoa diz que é vegetariana e uma vez ou outra comeu peixe/carne , não deixa de o ser , uma pessoa quando faz desporto é normal às vezes falhar, as pessoas todas tem o desejo de se tornarem melhores, é tudo um desenvolvimento ,pior é não fazer nada nem ter cuidados com a alimentação.

Eu não toquei sequer no tema da sustentabilidade, mas acreditem se pelo menos 70 por cento das pessoas que vivem no nosso planeta fossem vegetarianas o "furor "que agora existe para manter o planeta em bom estado simplesmente não existiria : não se gastaria tanto espaço verde, água, gasolina ect... para sustentar as fabricas todas que há onde os animais são tratados de forma totalmente desumana.

Ninguém pode obrigar ninguém a excluir totalmente a carne mas pelo menos reduzir para metade o seu consumo seria um grande passo para a tua saúde e para o bem da humanidade. 

Ali
Ali

Uma vida...

Ali Rezai

Conheci o Ali durante o interrail, pedi-lhe que me contasse a sua experiência, e aqui está...

Hello everyone!!! My name's Ali and my surname's Rezai.

I'm from Afghanistan, and I'm living in Greece. I'm writing about my life so you will see how I passed my life.

Well, I left my country (Iran), it was really hard for me because I don't had any document to stay in Iran, also I couldn't speak Farsi it was impossible talk with people because no one understood me. I didn't have the money so it was really hard and terrible for me. I lost myself, so I started to walk around. 

I entered a park because I didn't know where to go. There was a person there and so I went to her and asked her if she could help me. He asked me if I was from Afghanistan and I said yes. After that he said that I could spend the night at his house because it was too late. At his house he told me that he had a friend who needed someone to work with him and said that if I wanted I had an opportunity. I said yes, I really needed a job, so I ended up working with him for a year. After one year I went for holidays and police catch me without documents and when they see that I didn't have any document they bring me to the police office I was 17 years old. That I talked with Lawyer and I told everything to him. Well, after a week lawyer came to me, and he told me I will bring you out easily because you under 18. 

So when I came out and I thought what I have to do but there's no way to keep living in Iran, for this reason I couldn't move from Iran because it's wasn't able to move for me. When it was able, I moved to Turkey and from Turkey I moved to Greece. 

When I arrived in Greece again I lost myself again because I didin't speak Greek or English. It was so scary! I started to learn English and I applied to asylum service for my residence. After two years I get my residence and I have already learned English. Then I became interpreter English to Farsi Dari. I started working in Afghan community I was manager, English teacher, interpreter with private Lawyer. 

Now I've changed my job, right now I'm working in a Greek island, I'm an interpreter English to Farsi Dari, but I believe I can do something special in the world I have my plan for future. 

Tradução:

Olá a todos !!! O meu nome é Ali e meu sobrenome Rezai. Sou do Afeganistão e moro na Grécia. 

Estou a escrever sobre minha vida, para que vocês vejam como passei na minha vida. Bem, eu deixei o meu país (Irão), foi muito difícil para mim porque não tinha documentos para ficar lá, também não podia falar farsi, era impossível conversar com as pessoas porque ninguém me entendia. Eu não tinha dinheiro, então foi realmente difícil e terrível para mim. Eu perdi-me, então comecei a andar por lá. Entrei num parque porque não sabia para onde ir. Havia uma pessoa lá, então fui até ela e perguntei se ela me poderia ajudar. 

Ele perguntou-me se eu era do Afeganistão e eu disse que sim. Depois disso, ele disse que eu poderia passar a noite na sua casa, porque era tarde demais. Na casa dele, ele disse que tinha um amigo que precisava de alguém para trabalhar com ele e disse que, se eu quisesse, teria uma oportunidade. 

Eu disse que sim, eu realmente precisava de um emprego, então acabei a trabalhar com ele por um ano. Depois de um ano, fui de férias e a polícia apanhou-me sem documentos e, quando viram que eu não tinha nenhum documento, levaram-me ao escritório da polícia, com 17 anos. Falei com o advogado e contei-lhe tudo. Bem, depois de uma semana, o advogado veio ter comigo e disse-me que eu vou-te ajudar facilmente porque você tem menos de 18 anos. 

Então, quando saí e pensei no que tinha que fazer, mas não há uma maneira de continuar vivendo no Irão, por esse motivo não pude sair de lá porque não é possível. Quando foi possível, mudei-me para a Turquia e da Turquia mudei para a Grécia. Quando cheguei à Grécia, novamente, me perdi porque não falava grego ou inglês. Foi tão assustador! Comecei a aprender inglês e solicitei o serviço de asilo para ter a minha residência. Depois de dois anos, consegui a minha residência e já aprendi inglês. Então tornei-me intérprete de inglês para o farsi dari. Comecei a trabalhar na comunidade afegã. Era gerente, professor de inglês, intérprete e advogado particular. Agora mudei de emprego, agora estou a trabalhar numa ilha grega, sou intérprete de inglês para farsi dari, mas acredito que posso fazer algo de especial no mundo. Tenho o meu plano para o futuro.


Joana Henriques - Muda Hoje
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